Ribera del Duero

Essa é uma denominação de origem relativamente nova, porém histórica ao mesmo tempo.

Se, por um lado, o título oficial de denominação, segundo regras de um conselho regulador aprovado pelo Ministério da Agricultura, veio somente em 1982, por outro lado, a região tem uma história de vinificação de mais de 2.000 anos.

Como o nome diz, essa região de produção de vinhos fica às margens do Rio Douro. Mas, a denominação não está presente em toda a extensão do rio, e, sim, em uma área específica, onde a natureza é única, e a terra é muito especial, dentro da Comunidade Autônoma de Castilla y León, no norte da Espanha.

Em Ribera del Duero, os verões são secos e a temperatura chega a 40°C. Em compensação, nos rigorosos e longos invernos, os termômetros chegam a marcar até -18°C!

A região de Ribera del Duero é composta, ao todo, por 102 vilarejos: 60 deles no município de Burgos, 4 em Segovia, 19 em Soria, e 19 na capital de Castilla y León, Valladolid.

Em Ribera del Duero, Tempranillo é a principal variedade de uva, onde também é conhecida como Tinta del País, ou Tinto Fino. Muito bem adaptada à região, a Tempranillo produz vinhos de cor violeta, nos quais se destacam aromas de amora que se juntam a frutas escuras, com taninos muito estruturados. (Se quiser ler mais sobre Tempranillo, clique aqui.)

Mas, além de Tempranillo, em Ribera del Duero também também são cultivadas Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec, Garnacha Tinta e Albillo.

Os vinhos rotulados como Ribera del Duero podem ser tintos ou rosés. Mesmo a Albillo, uva branca nativa permitida na denominação, é utilizada somente para suavizar a intensidade dos vinhos, e não para produzir vinhos brancos.

Na produção de um vinho Ribera del Duero rosé, ao menos 50% das uvas utilizadas devem estar entre as tintas autorizadas na denominação. Esses são vinhos frescos e frutados, com uma agradável acidez.

Já os tintos de Ribera del Duero devem ter pelo menos 75% de Tempranillo, e a Garnacha Tinta e a Albillo, juntas, não podem ultrapassar 5% do corte. E eles são classificados da seguinte forma:

 Jóvenes, que não envelheceram em madeira, ou passaram menos de 12 meses em barris, e que podem ser consumidos meses após a colheita.

 Crianzas, vinhos que passaram ao menos 12 meses em barris de carvalho, e só podem ser vendidos a partir do primeiro dia de outubro do segundo ano após a colheita.

 Reserva, vinhos que envelheceram ao menos 36 meses, sendo 12 deles em barris de carvalho. Esses vinhos só são liberados a partir de 1º de dezembro do terceiro ano após a colheita.

 Gran Reserva, vinhos de qualidade excepcional, que envelheceram ao menos 60 meses, sendo 24 deles em madeira. Só podem ser vendidos a partir de 1º de dezembro do quinto ano após a colheita.

Uma curiosidade: Os vinhos de Ribera del Duero, além de serem produzidos de acordo com as normas do conselho regulador, também passam por degustações às cegas, conduzidas por especialistas que atestam o padrão de qualidade exigido para pertencer a essa denominação. Boa vida, a desses profissionais responsáveis pela degustação, não é?

E, se quiser ler mais sobre os vinhos espanhóis, clique aqui.




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